J.S. Bach – Johannes-Passion BWV 245 – Porto Alegre Consort (Legendado PT-BR)

J.S. Bach – Johannes-Passion BWV 245 – Porto Alegre Consort (Legendado PT-BR)


Senhor, nosso Soberano, Senhor, nosso Soberano, cuja glória reina em toda a terra! Senhor, nosso Soberano, Senhor, nosso Soberano, cuja glória reina em toda a terra! Senhor, nosso Soberano! cuja glória reina em toda a terra! Mostra-nos pela tua Paixão que Tu, o verdadeiro Filho de Deus por todos os tempos, mesmo nos tempos de maior humilhação, sempre foste glorificado! Mostra-nos pela tua Paixão, que Tu, o verdadeiro Filho de Deus, por todos os tempos, mesmo nos tempos de maior humilhação, sempre foste glorificado! Senhor, nosso Soberano! Senhor, nosso Soberano, cusa glória reina em toda a terra! Senhor, nosso Soberano Senhor, nosso Soberano, cuja glória reina em toda a terra! Senhor, nosso Soberano, cuja glória reina em toda a terra! EVANGELISTA: Jesus dirigiu-se com os discípulos para a outra margem da torrente do Cedron, onde havia um horto no qual entrou com os seus discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia bem aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se tinha ali reunido com os seus discípulos. Judas então levou consigo a corte e os guardas enviados pelos sacerdotes e pelos fariseus, munidos de lanternas, de archotes e de armas. Jesus, sabendo tudo o que lhe iria acontecer, saiu ao seu encontro e perguntou-lhes: JESUS: Quem procurais? EVANGELISTA: Eles responderam-lhe: CORO: Jesus de Nazaré! EVANGELISTA: Disse-lhes Jesus: JESUS: Sou eu. EVANGELISTA: E Judas, o traidor, estava com eles. Quando Jesus lhes disse “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. Ele perguntou-lhes de novo: JESUS: Quem procurais? EVANGELISTA: Eles disseram: CORO: Jesus de Nazaré! EVANGELISTA: Jesus respondeu: JESUS: Já vos disse que sou eu. Se é a mim, pois, que procurais, deixai que estes se vão embora! Ó grande amor, ó amor desmesurado que te conduziu pelo caminho do martírio! Eu vivo num mundo de alegrias e prazeres, enquanto tu deves sofrer! EVANGELISTA: Assim se cumpriu o que tinha dito: “Não perdi nenhum dos que me deste”. Então Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo-sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Este servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro: JESUS: Embainha a tua espada. Não beberei eu o cálice que o Pai me deu? Que se faça a Tua vontade, Senhor, Assim na terra como no céu. Ajuda-nos a ser pacientes no sofrimento, Obedientes no amor e na dor; Guia e protege a nossa carne e o nosso sangue, Que agem contra a Tua vontade! EVANGELISTA: A corte, o tribuno e os servos dos judeus prenderam Jesus e manietaram-no. Conduziram-no primeiro a Anás, por ser o sogro de Caifás, que era o sumo-sacerdote daquele ano.
Conduziram-no primeiro a Anás, por ser o sogro de Caifás, que era o sumo-sacerdote daquele ano. Ora Caifás era quem tinha dado aos judeus o conselho de que seria melhor que um homem morresse pelo povo. Para me libertar dos nós dos meus pecados, o meu Salvador vem amarrado. Para me libertar dos nós dos meus pecados, o meu Salvador vem amarrado. Para me curar de todas as minhas feridas, Ele se deixa ferir. Dos nós Para me libertar dos nós dos meus pecados, o meu Salvador vem amarrado. Dos nós Para me libertar dos nós dos meus pecados, o meu Salvador vem amarrado. EVANGELISTA: Entretanto Simão Pedro seguia Jesus, acompanhado por outro discípulo. Sigo-te com passos alegres Sigo-te com passos alegres e não te abandono, minha vida, minha luz. Mostra-me o caminho e não pares de me puxar, impelir, convidar. Mostra-me o caminho e não pares e não pares de me puxar, impelir, convidar. e não pares de me puxar, impelir, convidar. Sigo-te com passos alegres Sigo-te com passos alegres e não te abandono, minha vida, minha luz. Sigo-te com passos alegres e não te abandono, minha vida, minha luz. EVANGELISTA: Esse discípulo era conhecido do sumo-sacerdote e entrou com Jesus no palácio do sumo-sacerdote. Pedro ficou do lado de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo, que era conhecido do sumo-sacerdote, e falou à porteira levando Pedro para dentro. Então a criada, a porteira, disse a Pedro: CRIADA: Não és tu também um dos discípulos deste homem? EVANGELISTA: Ele respondeu: PEDRO: Não sou! EVANGELISTA: Entretanto, os servos e os guardas tinham feito uma fogueira, porque estava frio, e aqueciam-se. Pedro estava com eles e também se aquecia. Entretanto, o sumo- sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: JESUS: Eu falei abertamente ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em segredo. Porque me perguntas a mim? Pergunta antes aos que me ouviram sobre o que é que lhes ensinei. Eles sabem o que eu disse! EVANGELISTA: Tendo Ele pronunciado estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada a Jesus, dizendo: GUARDA: É assim que respondes ao sumo-sacerdote? EVANGELISTA: Jesus respondeu: JESUS: Se falei mal, mostra-me o que eu disse de mal. Se falei bem, porque me bateste? Quem te feriu assim, meu Salvador, e te infligiu tão duros tormentos? Tu não és um pecador como nós e os nossos filhos. Tu não conheces o pecado. Fui eu e os meus pecados, tão numerosos como os grãos de areia junto do mar, que te causamos o sofrimento que te abate e todo o triste martírio. EVANGELISTA: Então Anás enviou-o, manietado, a Caifás, o sumo-sacerdote. Simão Pedro estava lá a aquecer-se. Disseram-lhe: Não és tu também um dos seus discípulos? EVANGELISTA: Ele negou, e disse: PEDRO: Não sou! EVANGELISTA: Mas um dos servos do sumo-sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: SERVO: Não te vi eu com ele no jardim? EVANGELISTA: Pedro negou de novo. Imediatamente um galo cantou. Então Pedro lembrou-se das palavras que Jesus lhe tinha dito e, tendo saído, chorou amargamente. Ó, alma minha, para onde queres tu ir, onde poderei consolar-me? Ó, alma minha, para onde queres tu ir? Onde poderei consolar-me? Para onde queres tu ir? Onde poderei consolar-me? Devo permanecer aqui ou fugir para além das colinas e das montanhas? Devo permanecer aqui ou fugir para além das colinas e das montanhas? Não há sossego na terra e no meu coração Reina o sofrimento do meu pecado, porque o discípulo renegou o seu mestre. Pedro, sem pensar, nega o seu Deus, mas, ao refletir, chora amargamente. . Jesus, olha para mim, quando eu recuso a expiação; quando eu cometa um mal, agita a minha consciência. Fim da primeira parte. SEGUNDA PARTE Cristo inocente, que nos torna bem-aventurados, por nós foi feito prisioneiro em plena noite, como um ladrão, conduzido perante gentes ímpias, e falsamente acusado, insultado, ridicularizado e escarnecido, conforme diz a Escritura. EVANGELISTA: Levaram Jesus da casa de Caifás para o pretório. Era de manhã cedo. Mas não entraram no pretório, para não se tornarem impuros e poderem assim celebrar a Páscoa. Pilatos foi ao seu encontro e disse: PILATOS: Que acusação trazeis contra este homem? EVANGELISTA: Eles responderam-lhe: Se não fosse um malfeitor, não o teríamos entregado. não, não, não não o teríamos entregado. EVANGELISTA: Então Pilatos disse-lhes: PILATOS: Levai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei. EVANGELISTA: Mas os judeus disseram: Não nos é permitido matar alguém. EVANGELISTA: Isto aconteceu para que se cumprisse a palavra de Jesus, significando de que morte havia de morrer. Pilatos voltou a entrar no Pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: PILATOS: Tu és o rei dos judeus? EVANGELISTA: Jesus respondeu: JESUS: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? EVANGELISTA: Pilatos respondeu: PILATOS: Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste tu? Que fizeste tu? EVANGELISTA: Jesus respondeu: JESUS: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus servos lutariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Ó grande Rei, eternamente grande, como poderei eu propagar tanta fidelidade? Não há coração humano que te possa honrar o bastante. Pelos meus sentidos não posso imaginar nada que se compare à tua misericórdia. Como poderei eu retribuir as Tuas obras de amor? EVANGELISTA: Pilatos disse-lhe então: PILATOS: Logo tu és rei? EVANGELISTA: Jesus respondeu: JESUS: Tu o disseste, eu sou rei. Nasci e vim ao mundo para testemunhar a verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. EVANGELISTA: Pilatos perguntou-lhe: PILATOS: O que é a verdade? EVANGELISTA: E dizendo isto, voltou a sair para falar com os judeus, e disse-lhes: PILATOS: Não encontro nele nenhuma culpa. Mas como é entre vós costume que eu vos liberte um prisioneiro, quereis pois que liberte o Rei dos Judeus? EVANGELISTA: Então gritaram todos e disceram: Este não, mas Barrabás! Este não, mas Barrabás! EVANGELISTA: Barrabás, óra, era um assassino. Então Pilatos tomou Jesus e mandou-o açoitar. Contempla, alma minha, com dolorosa alegria, com amarga pena e coração oprimido o Teu bem supremo nos sofrimentos de Jesus, vê como os espinhos que o ferem, fazem desabrochar para Ti as flores do céu. Tu colherás doce fruto da Sua amargura Contempla-o então sem cessar. Repara como a suas costas assim ensanguentadas se parecem com o céu! E quando se contiverem as vagas do dilúvio dos nossos pecados, surgirá o mais belo dos arco-íris, como um sinal da graça divina. E quando se contiverem as vagas do dilúvio dos nossos pecados, surgirá o mais belo dos arco-íris, como um sinal da graça divina. Repara como a suas costas assim ensanguentadas se parecem com o céu! EVANGELISTA: E os soldados teceram uma coroa de espinhos e que colocaram sobre a sua cabeça, e envolveram-no num manto púrpura e disseram: Salve, Rei dos Judeus! EVANGELISTA: E davam-lhe bofetadas. Então Pilatos saiu de novo e disse-lhes: PILATOS: Eis que vo-lo trago para fora, para que saibais que não encontro nele nenhuma culpa. EVANGELISTA: Então Jesus saiu com a coroa de espinhos e o manto púrpura. E Pilatos disse-lhes: PILATOS: Olhai, aqui está o homem! EVANGELISTA: Quando os sacerdotes e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! EVANGELISTA: Pilatos disse-lhes: PILATOS: Tomai-o vós e crucificai-o, porque eu não encontro nele nenhuma culpa. EVANGELISTA: Os judeus responderam-lhe: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se fez passar por Filho de Deus. Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se fez passar por Filho de Deus. Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se fez passar por Filho de Deus. EVANGELISTA: Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou mais atemorizado. Entrou novamente no Pretório e disse a Jesus: PILATOS: De onde és tu? EVANGELISTA: Mas Jesus não lhe respondeu. Então Pilatos disse-lhe: PILATOS: Não me falas? Não sabes que tenho o poder para te crucificar e o poder para te libertar? EVANGELISTA: Jesus respondeu: JESUS: Tu não terias sobre mim nenhum poder se ele não te tivesse sido dado do alto. Mas quem me entregou a ti comete um pecado ainda maior. EVANGELISTA: A partir daquele momento, Pilatos pretendia libertá-lo. Pela tua prisão, ó Filho de Deus, veio-nos a liberdade; a tua prisão é o trono da graça, o refúgio de todos os devotos. Porque se não tivesses aceitado a escravidão, a nossa teria sido eterna. EVANGELISTA: Mas os judeus gritaram: Se tu o libertas, não és amigo de César; pois todo aquele que se diz rei está contra César. pois todo aquele que se diz rei está contra César. EVANGELISTA: Tendo ouvido estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora, e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, em hebraico Gabbatha. Era a preparação da Páscoa, cerca da hora sexta, e disse aos judeus: PILATOS: Eis aqui o vosso rei! EVANGELISTA: Mas eles bradaram: Fora, fora com ele, crucifica-o! Fora, fora com ele, crucifica-o! crucifica-o! EVANGELISTA: Pilatos perguntou-lhes: PILATOS: Devo eu crucificar o vosso rei? EVANGELISTA: Os sacerdotes responderam: Não temos outro rei que não seja César. EVANGELISTA: Então entregou-o para ser crucificado. Tomaram então Jesus e levaram-no. Ele, transportando a cruz, chegou ao lugar do Crânio, em hebraico chamado Gólgota. Baixo: Apressai-vos, almas atormentadas, saí do vosso martírio. Apressai-vos… Coro: Para onde? Baixo: Apressai-vos
Coro: Para onde?
Baixo: para o Gólgota! Baixo: Apressai-vos Coro: para onde? Baixo: para o Gólgota! Baixo: Tomai as asas da fé, Correi… Coro: para onde? Baixo: Correi
Coro: para onde?
Baixo: Para a colina da cruz. Baixo: para onde? Baixo: Para a colina da cruz. Lá está a vossa salvação. Baixo: Apressai-vos, almas atormentadas, saí do vosso martírio. Apressai-vos… Apressai-vos Baixo: Apressai-vos!
Coro: para onde? Baixo: para Gólgota! Apressai-vos Coro: para onde? Baixo: para Gólgota! EVANGELISTA: Foi lá que o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado e Jesus no meio. Pilatos escreveu um título, , que mandou colocar na cruz, e que dizia: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”. Muitos judeus leram essa inscrição, porque o lugar onde Jesus estava crucificado era perto da cidade. Estava escrita em hebraico, em grego e em latim. Os sacerdotes judaicos disseram então a Pilatos: Coro: Não escrevas “Rei dos Judeus”, mas antes o que ele disse “Eu sou o Rei do Judeus”! EVANGELISTA: Pilatos respondeu: PILATOS: O que eu escrevi, está escrito. No fundo do meu coração só o teu nome e a tua cruz, brilham agora e sempre e por isso rejubilo. Que a tua imagem me console na minha miséria, como tu, Cristo Senhor, na Tua bondade verteste o teu sangue até à morte, EVANGELISTA: Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, tomaram as suas vestes e dividiram-nas em quatro partes, uma para cada soldado, para além da túnica. A túnica era sem costura, tecida de uma só peça. Disseram uns aos outros: Coro: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela,
para ver de quem será. EVANGELISTA: Isto aconteceu para que se cumprisse a palavra da Escritura, que diz: “Dividiram entre si as minhas vestes e lançaram sortes sobre a minha túnica”. E assim fizeram os soldados. Entretanto, junto à cruz de Jesus estavam a sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofas, e Maria Madalena. Jesus, vendo a sua Mãe e, ao pé dela, o discípulo que amava disse à sua Mãe: JESUS: Mulher, eis aí o teu filho! EVANGELISTA: Disse depois ao discípulo: JESUS: Eis aí a tua Mãe. Ele teve cuidado de tudo nos seus últimos momentos. pensou na sua Mãe e assegurou-lhe uma proteção. Ó homem, faz o bem, ama a Deus e aos homens, para que possas morrer sem pena e sem inquietações! EVANGELISTA: E desde aquele momento, o discípulo a recebeu em sua casa. Depois,
sabendo Jesus que tudo estava já consumado, para que se cumprisse a Escritura, disse: JESUS: Tenho sede. EVANGELISTA: Estava ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados embeberam uma esponja em vinagre, ataram-na num hissopo e aproximaram-na da boca de Jesus. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: JESUS: Tudo está consumado! Tudo está consumado! Tudo está consumado! Ó esperança para as almas que sofrem! Ó esperança Tudo está consumado! Ó esperança para as almas que sofrem! Noite de tristeza, Noite de tristeza, deixa-me contar a minha última hora. Noite de tristeza, deixa-me contar a minha última hora. O herói de Judá vence com toda a força e conclui a batalha. O herói de Judá vence com toda a força e conclui a batalha. Tudo está consumado! Tudo está consumado! EVANGELISTA: E, inclinando a cabeça, expirou. Baixo: Meu amado Salvador, deixa-me perguntar-te,
Baixo: Meu amado Salvador, deixa-me perguntar-te,
Coro: Jesus, Tu que morreste Baixo: Agora que estás pregado na cruz
Baixo: e que disseste tu mesmo: “Tudo está consumado!”
Coro: vives agora para todo o sempre, Baixo: Estou eu liberto da morte?
Baixo:Estou eu liberto da morte?
Coro: na agonia da morte, Baixo: Posso eu, pela tua paixão e morte, alcançar o reino do céu?
Coro: não me voltarei para mais ninguém Baixo: Está aqui a salvação de todo o mundo?
Baixo: Está aqui a salvação de todo o mundo?
Coro: senão para Ti, que me reconcilias. Coro: Ó meu Senhor! Baixo: A dor impede-te de falar, Baixo: A dor impede-te de falar,
Coro: concede-me o que recebeste. Baixo: mas inclinas a cabeça.
Coro: concede-me o que recebeste. Baixo: mas inclinas a cabeça e dizes em silêncio
Baixo: mas inclinas a cabeça e dizes em silêncio
Coro: Nada mais anseio. Baixo: “sim!”
Coro: Nada mais anseio. Baixo: mas inclinas a cabeça e dizes em silêncio: “sim!”. em silêncio: “sim!” inclinas a cabeça a cabeça e dizes em silêncio: “sim!”. EVANGELISTA: E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de cima a baixo. E a terra tremeu. E as rochas se fenderam. E os sepulcros se abriram e muitos santos mortos ressuscitaram. Enquanto todo o mundo padece com o sofrimento de Jesus, que o sol se veste de luto, que o véu se rasga, que as rochas se fendem, que a terra treme e que os sepulcros se abrem, ao verem morrer o Criador, que vais tu fazer? Desfaz-te, meu coração, em torrentes de lágrimas, Desfaz-te, meu coração, em torrentes de lágrimas, em honra do Altíssimo, desfaz-te, meu coração, em torrentes de lágrimas, em honra do Altíssimo! Conta a tua pena à terra e ao céu, Conta a tua pena à terra e ao céu: teu Jesus, teu Jesus está morto, teu Jesus, te Jesus está morto. Teu Jesus está morto morto morto teu Jesus está morto morto teu Jesus está morto! Desfaz-te, meu coração, em torrentes de lágrimas Desfaz-te, meu coração, em torrentes de lágrimas em torrentes de lágrimas em honra ao Altíssimo. Desfaz-te, meu coração, em torrentes de lágrimas em honra ao Altíssimo! EVANGELISTA: Os judeus, porque era dia da Preparação da Páscoa e para que os corpos não ficassem na cruz no sábado (esse sábado era de grande solenidade), pediram a Pilatos que se lhes partissem
as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram então e partiram as pernas ao
primeiro e ao outro que com ele fora crucificado. Aproximando-se de Jesus, viram que ele já
estava morto e não lhe partiram as pernas, mas um dos soldados furou-lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água. E aquele que o viu testemunhou e o seu testemunho é verdadeiro. E sabe que é verdade o que diz, para que também vós acrediteis. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Nenhum dos seus ossos será quebrado”. E a Escritura diz ainda: “Contemplarão aquele que trespassaram.” Coro: Ajuda-nos, ó Cristo, filho de Deus, com o teu amargo sofrimento, Para que, a ti submetidos, Meditemos na tua morte e nas suas causas, embora pobres e fracos, manifestamos-te o nosso agradecimento. EVANGELISTA: Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus (mas em segredo, por medo dos judeus), rogou a Pilatos que lhe permitisse retirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e resgatou o corpo de Jesus. E foi também Nicodemos, aquele que se dirigira de noite a Jesus, levando cem arráteis de um composto de mirra e aloés. Tomaram pois o corpo de Jesus
e envolveram-no em lençóis de linho e aromas, como os judeus costumam fazer na preparação para o sepulcro. Havia um horto no lugar onde Jesus foi crucificado, e no horto um sepulcro novo, onde ainda ninguém havia sido posto. Foi aí que colocaram o corpo de Jesus, por causa da preparação dos judeus, e porque o sepulcro estava perto. Descansa em paz corpo sagrado, que eu não chorarei por mais tempo. Descansa em paz e conduz-me também ao repouso. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. Descanse em paz corpo sagrado que eu não chorarei por mais tempo. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. O sepulcro que te está destinado e que não contém mais o sofrimento, abre-me as portas do céu e fecha-me as do inferno. Descanse em paz corpo sagrado, que eu não chorarei por mais tempo. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. Descanse em paz corpo sagrado, que eu não chorarei por mais tempo. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. O sepulcro que te está destinado e que não contém mais o sofrimento, abre-me as portas do céu e fecha-me as do inferno. Descanse em paz corpo sagrado, que eu não chorarei por mais tempo. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. Descanse em paz corpo sagrado, que eu não chorarei por mais tempo. Descanse em paz e conduz-me também ao repouso. Ah, Senhor, faz com que os teus anjos, levem no meu derradeiro instante a minha alma para o colo de Abraão, e que o meu corpo repouse em paz, sem dor nem pena, até ao dia do Juízo Final! Que quando o meu corpo ressuscitar, os meus olhos te vejam com júbilo, ó Filho de Deus, meu Salvador e Trono de Graça! Senhor Jesus Cristo, atende-me, atende-me. louvar-te-ei eternamente!

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About the Author: Oren Garnes

5 Comments

  1. Parabéns! Articulação excepcional dos solistas e coro. Seria possível trazer esse concerto a Brasília?

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